A primeira vez que em forma comercial o mundo foi apresentado a um filme, aconteceu em 28 de dezembro de 1895, quando os irmãos Lumiére deleitaram o público em Paris com recortes de mais de um minuto de duração, exibindo imagens de um trem passando pelos trilhos. Em menos de uma década o cinema deixou de ser atração de feiras e circos para se tornar o que é hoje: uma grande indústria internacionalmente organizada. Desde 1927 os filmes caíram no gosto do público e tornaram o cinema a indústria de entretenimento mais popular da história. No Brasil, o cinema apareceu já em 1986, no Rio de Janeiro; e, em 1897 já tínhamos nossa primeira sala fixa, o Salão de Novidades Paris, de Paschoal Segretto. Sobre o nordestino do nosso cinema, Paiva (2006:8) fala que “nas representações do cinema brasileiro, o nordestino aparece associado a signos de nordestinidade, como seca, pobreza e virtude ou Arete, em grego”.
O que se pensa muitas vezes é que grande parte dos filmes com temática nordestina, produzidos no Brasil até hoje, tratam este personagem como um ser que está preso às figuras do mártir, do sertanejo virtuoso que desenvolve sua existência numa dimensão trágica. A autora diz ainda que “é categorizada uma identidade social nordestina que opera como um sistema de reprodução cultural, promovendo nas pessoas o sentimento de participação (ou não) da idéia de ser nordestino”.
As constantes mudanças histórico-político e sociais nos incentivaram a entender e querer ver este nordeste, que à priori, não encontramos na maior parte dos filmes apresentados. Sá (1967:16) aponta a importância do cinema sob vários aspectos “da economia e da técnica, da ciência e da arte, da educação e da cultura, no campo social, familiar e pessoal, quantas possibilidades, problemas e dificuldades”. Acrescenta ainda a autora que “cinema, arte, cultura, economia e religião são os mais importantes interesses do homem e da civilização que o cinema mobiliza, colocando-se por sua vez à disposição e ao alcance deles todos”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário